Tema A: Perspetivas teóricas sobre a utilização das TIC

Sala 1 (artigos longos):

63 – Impacto do Modelo Edulab nas estratégias de ensino implementadas num agrupamento de escolas [Ana Oliveira, Lúcia Pombo]

Resumo: A investigação que se apresenta insere-se no projeto de doutoramento em Multimédia em Educação de uma das autoras, estando articulada com o projeto AGIRE (Apoio à Gestão Integrada da Rede Escolar), uma colaboração entre a Universidade de Aveiro, o consórcio E-Xample e o Agrupamento de Escolas de Gafanha da Nazaré com vista à implementação do projeto EduLabs. Este projeto constitui uma iniciativa piloto a nível nacional que procura promover a inovação em educação. Para além do apetrechamento tecnológico de salas de aula, o modelo EduLab prevê a formação e o acompanhamento dos docentes com forma de incentivo à implementação de estratégias de ensino inovadoras. Neste artigo pretende-se avaliar o impacto do modelo EduLab nas estratégias de ensino implementadas pelos docentes do Agrupamento de Escolas envolvido, no ano letivo 2014/2015. Com esse intuito, recolheram-se dados através de inquéritos por questionário aos docentes, grelhas de registo de aulas e relatórios reflexivos da oficina de formação frequentada pelos docentes envolvidos. Verifica-se que a implementação do modelo EduLab conduziu a um aumento da frequência com que os docentes recorrem à utilização das tecnologias, tanto em contexto de sala de aula como para a preparação das atividades. Essencialmente, a utilização das tecnologias na sala de aula está associada à resolução de propostas de trabalho, atividades de pesquisa e exposição de conteúdos pelo professor. Os docentes reconhecem potencialidades no uso das tecnologias, salientando o facto de permitirem a implementação de estratégias de ensino diversificadas e inovadoras. No entanto, os docentes apontam alguns obstáculos à utilização das tecnologias em contexto educativo que podem tornar a implementação dessas estratégias menos frequente, nomeadamente, a inexistência ou mau funcionamento dos recursos, a sobrecarga de trabalho dos docentes, o tempo necessário à preparação de aulas e o número de alunos por turma.

Palavras-chave: modelo EduLab, estratégias de ensino, impacto, inovação.

44 – A Relevância do Software Musibraille na inclusão de pessoas com deficiência visual no processo ensino-aprendizagem de música [João Brito Batista, Thelma Helena Costa Chahini, João Batista Bottentuit Junior]

Resumo: O software Musibraille é uma ferramenta que possibilita às pessoas cegas o acesso a partituras musicais utilizando a técnica de escrita táctil denominada Musicografia Braille, que é uma maneira de ensino da música que utiliza a notação Braille para permitir o aprendizado nessa notação. Tem por princípio a disseminação desse ensino e a inclusão de um maior número possível de pessoas invisuais e/ou com deficiência visual, propiciando acesso aos conhecimentos da música, à utilização das partituras, bem como à execução musical delas. O ensino da Musicografia Braille carece de professores e de divulgação no meio acadêmico. Este estudo teve por objetivo geral investigar as percepções dos docentes e dos discentes do Curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Maranhão, em relação à operacionalização da Musicografia Braille durante o processo ensino-aprendizagem no referido curso. Desenvolveu-se uma pesquisa exploratória, descritiva. No total, foram 38 participantes, sendo 30 discentes e 8 docentes. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas. Os resultados demonstram que os docentes do Curso de Música da Universidade precisam saber operacionalizar a Musicografia Braille a todos os discentes, com ou sem deficiência visual, pois esses discentes deverão aprender como ensinar música aos possíveis discentes invisuais, visto que esta área não é de exclusividade de pessoas sem deficiência. Ressalta-se a importância de o Curso de Licenciatura em Música inserir em seu currículo a Musicografia Braille para que discentes invisuais se sintam contemplados durante o processo-ensino aprendizagem, bem como a utilização de conhecimentos teórico-práticos do software Musibraille por parte de docentes e discentes, no curso. A Universidade precisa se adequar às reais necessidades dos discentes com deficiência visual, possibilitando a esses o acesso à Musicografia Braille, bem como operacionalizar os princípios da inclusão que visam dar a todos iguais oportunidades, respeitando as diferenças.

Palavras-chave: Deficiência visual, software Musibraille, necessidades educativas especiais.

164 – Gamification: uma metodologia para ensinar e aprender conceitos da evolução biológica [Filomena Moita, Lucas Henrique, Renan Trindade, Daniele Silva]

Resumo: Vivemos numa sociedade cujo fluxo de informação é frenético e constante, o que impacta em grandes e intensos desafios para os docentes que precisam buscar novos recursos e novas metodologias para motivar os alunos em suas aulas. Uma alternativa que pode solucionar esse obstáculo com grande potencial e que vem se mostrando eficiente em auxiliar a resolução dos problemas educacionais é a gamification que, basicamente, consiste em um conjunto de técnicas que se utilizam da lógica dos videogames para estimular e promover o engajamento dos alunos. Nessa perspectiva, este estudo tem o objetivo de analisar a importância da gamification como metodologia para o ensino e a aprendizagem de conceitos da evolução biológica. Os sujeitos da investigação foram 50 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de três Escolas públicas brasileiras. Como instrumentos, foram utilizados questionários e a observação de comportamentos durante as atividades aplicadas em sala de aula. Os resultados revelaram que as atividades gamificadas promovem mais envolvimento dos alunos e os conduz a uma aprendizagem mais significativa. O estudo mostrou, ainda, que, apesar de as Escolas integrarem alunos de realidades diferentes, como: localização, poder econômico e até questões culturais e religiosas, eles apresentam, de forma geral, uma relação íntima com as tecnologias digitais. Isso significa que as metodologias de ensino em que sejam utilizadas as artefatos digitais e ou elementos da gamification podem ser grandes aliadas ao processo de ensino e aprendizagem. Ressaltamos que o sucesso não depende apenas da utilização das tecnologias digitais e de metodologias inovadoras, mas também de um trabalho coletivo e colaborativo entre a Escola e a comunidade, infraestrutura adequada e formação continuada dos docentes, para que eles possam utilizar os novos recursos digitais e incluir atividades gamificadas no cotidiano de sala de aula.

Palavras-chave: Inovação; gamification; evolução biológica; ensinar e aprender.

231 – Flipped Clasroom: aplicação em aulas teóricas de Biologia e Geologia [Ana Moreira, Teresa Bettencourt]

Resumo: O Flipped Classroom é uma abordagem impulsionadora da transformação do ensino tal como hoje se conhece. Nesta investigação, que decorreu no ano letivo de 2013/2014, descreve-se a sua aplicação e as opiniões dos alunos participantes do 10.º e 11.º ano do ensino secundário duma escola portuguesa. Os objetivos do estudo foram perceber os benefícios do Flipped Classroom no desempenho dos alunos na resolução de exercícios, compreender se existe conexão entre os seus hábitos em sala de aula e seu desempenho aquando da resolução de exercícios e ainda conhecer as opiniões que os discentes têm sobre o Flipped Classroom. Para tal, utilizaram-se diversas técnicas e instrumentos de recolha de dados (observação, inquérito por questionário e análise documental). Concluiu-se que o Flipped Classroom permitiu maior confiança dos alunos na resolução dos exercícios, possibilitando que estes utilizassem de modo mais eficaz os conteúdos temáticos abordados nos vídeos. Relativamente às opiniões dos alunos sobre esta abordagem de ensino, concluiu-se que estes consideraram o Flipped Classroom como uma mais-valia para o processo de aprendizagem, contudo salientam o aspeto negativo de exigir muita disponibilidade, trabalho e empenho por parte dos alunos.

Palavras-chave: Flipped Classroom, biologia, geologia, desempenho, ensino, satisfação, vídeo.

Sala 2 (artigos longos):

15 – A tecnologia como ferramenta potencializadora na educação de jovens e adultos no Semiárido Brasileiro [André Ricardo Lucas Vieira, Pedro Paulo Souza Rios, Edonilce da Rocha Barros]

Resumo: O trabalho é fruto de uma pesquisa que tem origem nas experiências e trajetórias de docência e das práticas educativas desenvolvidas por professores em escolas do Semiárido Brasileiro. Traz como proposta a construção de mapas conceituais como tecnologia potencializadora para aprendizagem significativa. Explicitam-se as razões de motivação do estudo, seus objetivos e justificativa, além do cotejo teórico fruto das reflexões e leituras que se tem produzido a respeito de se considerar os mapas conceituais em uma tripla dimensão: a de ser uma estratégia didática de que lança mão o professor para promover aprendizagem significativa; a de se constituir como uma tecnologia de potencialização dessa mesma aprendizagem; e a de compreender os processos pedagógicos da Educação de Jovens e Adultos, a partir da educação contextualizada no Semiárido Brasileiro, evidenciando como se organizam as redes sociais para a construção coletiva de conhecimentos e práticas inovadoras em diferentes contextos de aprendizagem nos novos cenários contemporâneos. Articula-se a ideia do mapa conceitual ser um elemento pedagógico que permite fluir a leitura numa perspectiva, que no texto adotamos como dialógica, ou seja, que nasce da concepção de se entender o leitor como agente do processo.

Palavras-chave: Mapa Conceitual, Aprendizagem Significativa, Ensino de Matemática, Educação de Jovens e Adultos, Semiárido.

61 – Pesquisando sobre TIC e ensino de Artes Visuais nas escolas de Pelotas, RS, Brasil (2012-2014) [Maristani Polidori Zamperetti]

Resumo: A presença das novas tecnologias no ambiente escolar, especificamente no ensino de Artes Visuais de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, é um dos diversos temas estudados em uma pesquisa qualitativa, que foi realizada por meio da análise de entrevistas com professores de escolas públicas de Arte da cidade, nos anos de 2012 a 2014. Este artigo visa levantar questões referentes a inserção das novas tecnologias na sociedade atual, no ambiente escolar e no Ensino de Artes Visuais, no contexto investigado. A pesquisa mostra que é crescente o uso das novas tecnologias na disciplina de Artes Visuais, apesar de haver dificuldades de ordem material e subjetiva, como a adequação do papel do professor perante o uso da tecnologia, sua metodologia de ensino e a falta de condições físicas para funcionamento e utilização destes equipamentos. Observou-se que os professores preservam as práticas acadêmicas de fazer arte na escola, evitando uma experimentação maior, e indo de encontro às aspirações juvenis, que clamam por novidades e novas formas de criação. Porém, a inserção destas tecnologias nas escolas não garante o seu uso, o qual depende da formação continuada do professor, de seu interesse pessoal em levar os conhecimentos tecnológicos aos alunos, das condições físicas e materiais para sua instalação, e da adesão dos alunos aos processos de aprendizagem.

Palavras-chave: Ensino de Artes Visuais, Formação de Professores, Tecnologia, TIC.

81 – Ensino de Artes em rede: programas educativos através das TIC no Brasil [José Mauro Barbosa Ribeiro]

Resumo: O presente artigo trata do processo de implantação das Tecnologias de Informações e Comunicações na Educação Artística, tendo como ponto de partida propostas de políticas públicas desenvolvidas no contexto educacional brasileiro recente. Nesse sentido, foram identificados alguns dos mais importantes projetos implantados e analisados seus impactos no cotidiano escolar, tanto numa perspectiva de atualização, como de democratização do acesso dessa modalidade de ensino no sistema educacional brasileiro.

Palavras-chave: Arte, Educação, TIC, Novas tecnologias.

Sala 3 (artigos curtos):

111 – Universidade de Coimbra digital: visitas de estudo guiadas por tablets [Sara Dias Trindade, Ana Isabel Ribeiro]

Resumo: Este trabalho visa apresentar um modelo de visitas in situ a monumentos históricos, através da utilização de iPads. O projeto assenta, nesta fase inicial, na preparação de conteúdos didáticos para integração das metas de aprendizagem previstas para o 7º ano de escolaridade, na disciplina de História, na realização de visitas ao Núcleo Monumental da Universidade de Coimbra. O seu objetivo é associar as dinâmicas da utilização de recursos digitais à realização de visitas adaptadas a “nativos digitais”, proporcionando aprendizagens motivadoras e construtivistas, fornecendo novas perspetivas sobre a forma como se podem hoje preparar visitas escolares a espaços históricos. O projeto prevê também a dinamização de atividades digitais para follow-up das visitas, contribuindo assim tanto para dotar os docentes de novas estratégias de ensino, de aprendizagem e de avaliação formativa das aprendizagens, como para contribuir para maior envolvimento dos alunos durante e ainda após as visitas realizadas.

Palavras-chave: iPad, História, visitas de estudo, construtivismo.

197 – Projeto com Tablets 1:1 no 3º ciclo – Aprender Inglês Língua Estrangeira [Sílvia Couvaneiro, Neuza Pedro]

Resumo: É intenção central deste projeto acompanhar de perto a implementação de um programa de integração de tablets um-para-um no 3º ciclo num colégio na área de Lisboa ao longo de um ano letivo, como forma de explorar possíveis afinidades entre aprendizagem móvel e aprendizagem de línguas estrangeiras. Focando a utilização de tablets para aprender língua inglesa, formulam-se as questões de investigação considerando o seguinte: i) a motivação dos alunos, ii) a competência comunicativa, mais especificamente a produção oral, e iii) a competência digital. Adicionalmente exploram-se eventuais diferenças entre a aprendizagem dos alunos integrados neste projeto da escola desde o seu início (uma turma de 8º ano) e dos alunos que apenas se iniciaram neste tipo de integração no ano letivo de 2015/2016 (três turmas de 7º ano), sendo a amostra total de 106 alunos. Segue-se um plano de recolha e análise de dados mistos, bem como uma estratégia explanatória sequencial, recolhendo-se os dados quantitativos primeiramente e os qualitativos no final. Recorre-se a um questionário aos alunos como forma de procurar evidências relativas à motivação e à competência digital dos alunos. Para a produção oral em língua inglesa, avaliam-se os artefactos digitais produzidos pelos alunos ao longo do ano letivo. Finalmente, entrevistam-se os docentes com vista a encontrar evidências relativas a todas as questões de investigação. Tais recolhas, permitem triangular dados e levar a uma reflexão sobre vantagens e constrangimentos da utilização de tablets de forma pedagogicamente pertinente no ensino do Inglês enquanto língua estrangeira no contexto nacional. Deste modo, é ambição desta investigação contribuir para o domínio da aprendizagem suportada por tecnologias, refletindo sobre os desafios societais que lhe estão associados, em particular no que ao desenvolvimento de competências diz respeito, quer sejam as específicas das línguas estrangeiras ou as digitais.

Palavras-chave: aprendizagem suportada por tecnologias, aprendizagem móvel de línguas (MALL), ensino de inglês língua estrangeira (ILE), competência digital

266 – A formação continuada com o uso do tablet [Claudete da Silva Lima Martins]

Resumo: Este trabalho apresenta a proposta de formação continuada de professores e coordenadores pedagógicos desenvolvida pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) por meio do Programa Pacto pelo Fortalecimento do Ensino Médio (PNEM), onde foi utilizado como recurso didático tablets distribuídos aos professores participantes dessa formação. O PNEM é um programa que é operacionalizado a partir da articulação entre o Ministério da Educação, Governo dos Estados e Universidades brasileiras. O objetivo é promover a formação continuada dos professores e coordenadores pedagógicos que atuam no Ensino Médio das redes estaduais de ensino brasileiras, nas áreas urbanas e rurais, em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e Diretrizes Curriculares da Educação Básica. A formação continuada foi realizada em curso presencial com encontros semanais de formação. A duração do curso foi de um ano, totalizando duzentas horas de formação. Os conteúdos trabalhados em cada etapa do curso foram organizados em material didático composto por Cadernos Temáticos elaborados por Universidades parceiras do Programa de Formação Continuada de professores do Ensino Médio e disponibilizados para download nos tablets. Os princípios formativos adotados foram a valorização dos saberes e práticas dos professores; a pesquisa como princípio pedagógico; a reflexão na e sobre a prática docente e o trabalho colaborativo. Portanto, no desenvolvimento pedagógico da proposta de formação continuada proposta pela UNIPAMPA, pretendeu-se possibilitar a integração e operacionalização prática das diferentes temáticas abordados nos cadernos temáticos com as experiências e saberes dos professores e coordenadores pedagógicos participantes da formação, inserindo na formação a capacitação para uso dos tablets, não prevista na proposta inicial. Desta forma, este trabalho pretende apresentar a proposta de formação realizada e problematizar o uso dos tablets nessa proposta.

Palavras-chave: Formação continuada, tablet, professores.

79 – A programação de computadores para alunos de Arquitectura: uma análise do uso da linguagem Racket para protótipos 3D [Thiago Bessa Pontes, Guilhermina Lobato Miranda, Deborah Macedo dos Santos]

Resumo: A “programação de computadores” nos primeiros anos do ensino superior, para os alunos que escolheram a computação e disciplinas afins, é um desafio para os professores e levanta dificuldades de aprendizagem, assunto já sumamente analisado na literatura especializada. Ensinar programação a alunos fora das áreas da computação e das tecnologias digitais é um desafio ainda maior, pois não é claro para estes alunos a necessidade de aprender a programar e faltam-lhes as bases matemáticas para realizar uma aprendizagem consistente. Neste estudo abordamos o problema associado às dificuldades de ensinar e de aprender a programar junto de alunos de graduação em arquitetura de uma instituição de ensino público universitário, com o objetivo de desenvolver um modelo de ensino e aprendizagem que supere algumas das dificuldades detectadas. A nossa investigação está na sua fase preliminar e, por isso, neste artigo apresentamos uma primeira revisão da literatura com um estudo caso-controle realizado numa instituição de ensino superior. Esta primeira abordagem ao problema teve como objetivo identificar as dificuldades dos alunos para assimilar o conteúdo da programação a partir da linguagem Racket com uso do plugin Rosetta. A partir destes primeiros resultados iremos desenvolver sequências de ensino e aprendizagem baseadas no modelo instrutivo de quatro componentes (4C-ID), e analisar os resultados ao nível da aprendizagem dos conceitos computacionais em estudo e ainda alguns conceitos psicológicos, como a motivação, o esforço mental e a autonomia na aprendizagem.

Palavras-chave: Ensino de Programação, Arquitectura, 3D.

74 – Projeto Piloto “Academia de Código Júnior”: perceções de alunos e de professores [Filipe Moreira, Isabel Barbosa, Filipa Carneiro, Lúcia Pombo, Maria José Loureiro, Maria João Loureiro]

Resumo: O projeto piloto – Academia de Código Júnior visa generalizar o ensino de programação e código nas escolas em Portugal, promovendo a literacia digital e desenvolvendo a capacidade de resolução de problemas dos alunos. O estudo piloto de índole qualitativa que se apresenta envolve alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico em três escolas do Município de Lisboa, tendo como parceiros a Câmara Municipal de Lisboa, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Universidade de Aveiro. Como principais resultados preliminares destaca-se que existe uma elevada motivação e empenho dos alunos para a programação, o que provavelmente diminuirá a taxa de abandono escolar.

Palavras-chave: Programação, 1ºCiclo do Ensino Básico, Literacia Digital, Competências para o século XXI.

Tema B: Projetos e práticas de integração curricular

Sala 4 (artigos longos):

51 – Contributo dos Recursos Educativos Digitais no 1 º Ciclo do Ensino Básico [Joana Ribeiro, Henrique Gil]

Resumo: A presente investigação foi realizada no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.ºCiclo do Ensino Básico. O estudo foi concretizado numa turma do 1.º ano de escolaridade do 1.º CEB (27 alunos), na Escola EB1 Quinta da Granja, onde se realizou a Prática de Ensino Supervisionada. O objetivo da investigação pretendeu averiguar quais os potenciais contributos que a utilização complementar de um recurso em formato digital, com a utilização de um recurso em formato papel, pode contribuir para melhorar a motivação e o envolvimento dos alunos na promoção de mais e melhores aprendizagens. A questão de investigação que norteou a intervenção prática foi a seguinte: «Em que medida a utilização dos RED – Recursos Educativos Digitais – poderá melhorar o processo de ensino e aprendizagem?». Partindo desta questão, os objetivos formulados foram: promover a utilização das TIC em contexto educativo; enquadrar a utilização dos RED no processo de ensino e de aprendizagem; investigar quais as potencialidades do RED na promoção de aprendizagens mais significativas; implementar a diversificação de recursos educativos em contexto de sala de aula: formato papel (manual escolar) e formato digital (RED). Relativamente ao tipo de investigação, optou-se por uma metodologia de natureza qualitativa que recaiu numa investigação-ação. Como técnicas de recolha de dados foram utilizadas as notas de campo, a observação participante, a entrevista semiestruturada, o inquérito por questionário e os registos fotográficos. Os resultados obtidos após a análise e tratamento dos dados permitiram concluir que ao utilizar este RED os alunos demonstraram terem adquirido aprendizagens mais significativas, pelo facto de se terem potenciado níveis de maior interesse, empenho, motivação, envolvimento e espírito de iniciativa no decorrer das atividades propostas.

Palavras-chave: Tecnologias de Informação e Comunicação, Recursos Educativos Digitais, 1.º Ciclo do Ensino Básico, Prática de Ensino Supervisionada.

239 – Análisis de redes asociativas pathfinder sobre el desarrollo de conceptos fundamentales (Forma, Tamaño Y Color) en alumnos con discapacidad intelectual [Noelia Bizarro Torres, Ricardo Luengo González, Luis M. Casas García, José Luís Torres Carvalho]

Resumo: Nuestro trabajo tiene como objetivo principal ayudar a los docentes en su labor diaria con alumnos que presentan Discapacidad Intelectual, facilitándoles la toma de decisiones oportunas en relación al tratamiento de conceptos fundamentales: forma, tamaño y color. La utilización de metodologías y técnicas adecuadas puede facilitar el desarrollo del aprendizaje significativo en el alumno. En nuestro estudio se ha llevado a cabo un trabajo vivencial a través de materiales manipulativos como las tarjetas “Card Sorting” y los Bloques Lógicos. El posterior análisis y la representación de las estructuras cognitivas de los alumnos se realizó a través de la técnica de Redes Asociativas Pathfinder con el apoyo del software Goluca, que nos proporciona información relevante sobre la adquisición y desarrollo de los contenidos trabajados.

Palavras chave: Software Goluca, Redes Asociativas Pathfinder, Teoría de los Conceptos Nucleares; Conceptos fundamentales: forma, tamaño y color, Discapacidad Intelecutal, Bloques Lógicos.

89 – Práticas inclusivas em bibliotecas universitárias Brasileiras e Portuguesas: resultados preliminares de um inquérito a coordenadores/diretores de bibliotecas [Isabel Cristina dos Santos Diniz, Ana Margarida Almeida, Cassia Cordeiro Furtado]

Resumo: Neste artigo apresentamos resultados preliminares de um estudo em curso cujo propósito é dar a conhecer as práticas inclusivas desenvolvidas por bibliotecas universitárias públicas brasileiras e portuguesas, considerando a implementação e uso de tecnologias de apoio direcionadas para estudantes com necessidades especiais. Os resultados apresentados foram recolhidos através da aplicação de um inquérito por questionário on-line aplicado a 87 (oitenta e sete) diretores/coordenadores de bibliotecas (54 – cinquenta e quatro – brasileiras e 33 – trinta e três – portuguesas), tendo sido obtidas 41 (quarenta e uma) respostas válidas, correspondendo a 19 (dozenove) brasileiras e 22 (vinte e duas) portuguesas. Os resultados possibilitaram aprofundar o conhecimento sobre algumas práticas inclusivas desenvolvidas por estas bibliotecas, assim como lançar as bases para o desenvolvimento futuro de ações e estratégias que promovam o acesso e participação universal de todos os estudantes aos recursos e serviços oferecidos pelas bibliotecas universitárias.

Palavras-chave: Acessibilidade, Necessidades Educativas Especiais, Biblioteca Inclusiva, Biblioteca Universitária, Tecnologias de Apoio.

41 – Tecnologias educacionais assistivas: inovações para auxílio à pessoas com deficiência no Brasil [Gabriela Eyng Possolli]

Resumo: Os recursos de Tecnologia Assistiva estão presentes desde os primórdios da humanidade até a atualidade. Uma bengala feita com galho de árvore é uma tecnologia assistiva usada há milênios, em outro extremo estão aplicativos atuais para smartphones, como por exemplo um software inovador que transforma textos em linguagem de sinais para surdos. As tecnologias assistivas são ferramentas e serviços que maximizam habilidades funcionais de pessoas com deficiência promovendo maior autonomia e inclusão social. Pessoas com deficiência possuem direitos amparados pelas leis brasileiras, como adaptações de acessibilidade para comunicação, acesso físico, reserva de vagas em concursos e garantia de inclusão escolar. As políticas brasileiras para atendimento às pessoas com deficiência e suas relações com tecnologias assistivas e educação são objeto desse artigo. Trata-se de uma pesquisa documental de abordagem qualitativa. Na fundamentação teórica são detalhando conceitos, leis e questões sociais das tecnologias assistivas. A segunda parte do estudo expõe a apresentação e análise de dados, em que são descritas orientações e recursos para a utilização de tecnologias assistivas em instituições educacionais no Brasil contemplando quatro categorias: deficiência física, visual e auditiva. Ensinar alunos em sua diversidade respeitando suas necessidades exige reavaliar as concepções de inclusão escolar, nesse sentido, muitos recursos e adaptações educativas são sugeridos nesse artigo para cada tipo de deficiência. Não existem receitas prontas para atender necessidades educativas especiais, contudo as tecnologias assistivas são um suporte valioso para que todos tenham escolas adequadas, acessíveis e inclusivas.

Palavras-chave: tecnologias assistivas, inclusão escolar, políticas de atendimento à pessoa com deficiência.

Tema C: Ambientes virtuais de aprendizagem e habitats digitais

Sala 6 (artigos longos):

171 – Integração do mobile learning em comunidades de prática para o ensino de Geografia [Josi Zanette do Canto, Willian Rochadel, Juarez Bento da Silva]

Resumo: Os dispositivos móveis estão presentes em grande parte das escolas. Seja pela inserção do objeto tecnológico por meio das instituições educacionais ou levados pelos educandos. Nesse contexto é necessário avaliar as possibilidades pedagógicas que essa ferramenta pode agregar aos processos de aprendizagem. O escopo deste artigo é apresentar uma prática pedagógica que foi desenvolvida nas aulas de geografia. O objetivo da atividade foi o desenvolvimento de um aplicativo móvel de forma colaborativa. Todas as fases da proposta foram executadas através de uma comunidade de prática, mediada pelas novas tecnologias digitais em rede. Nessa experiência os integrantes da comunidade buscaram com muito empenho e dedicação, construir os conceitos geográficos. Sempre visando o fazer coletivo, colaborativo e a interação entre os participantes, pois esta contribuiu para um aprendizado efetivo. Desta forma o aluno tornou-se o autor de seus significados, não apenas um mero receptor.

Palavras-chave: Ensino de Geografia, Comunidades de Práticas, Aprendizagem Móvel, Educação básica.

40 – Uso de ambiente virtual de aprendizagem na graduação em Saúde: percepções dos estudantes [Gabriela Eyng Possolli, Patricia Maria Forte Rauli]

Resumo: A emergência da cibercultura e das mídias digitais desafiam a educação a repensar seus pressupostos e ações, de maneira a incorporar as novas tecnologias da informação e da comunicação em suas práticas formadoras. Em tal contexto os ambientes virtuais de aprendizagem surgem como ferramentas capazes de proporcionar a necessária mediação pedagógica para viabilização da modalidade semipresencial, bem como para apoio às ações presenciais, visando complementar o tempo e espaço de sala de aula. Os ambientes virtuais de aprendizagem disponibilizam tecnologias em rede com estratégias diversificadas de oferta de conteúdos, atividades, comunicação, além de produções individuais e coletivas. Partindo destas considerações, o presente artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que objetivou investigar a percepção dos alunos sobre o processo de implantação de um ambiente virtual de aprendizagem de uma instituição de educação superior de Curitiba-Paraná-Brasil, que tem como foco a formação de profissionais na área da saúde. O referencial teórico trata da reflexão a respeito do ciberespaço, sua influência na educação superior e relevância dos ambientes virtuais de aprendizagem nesse cenário. Em seguida, são apresentados os procedimentos metodológicos (estudo de caso exploratório de abordagem qualitativa), bem como os resultados e análise dos mesmos. Nas considerações finais são expostas diretrizes e estratégias para implantação de ambientes virtuais de aprendizagem na educação superior na área da saúde e suas contribuições na construção de uma educação dialógico-problematizadora de qualidade, o que permite a participação ativa do educando em práticas de aprendizagem dinâmica, contextualizada e inovadora.

Palavras chave: ambiente virtual de aprendizagem, educação superior, percepção discente.

66 – Facebook: um longo percurso de rede social para recurso de aprendizagem [Márcia de Freitas Vieira]

Resumo: As redes sociais virtuais estão cada vez mais presentes no dia a dia de pessoas de diferentes faixas etárias, o que torna relevante a discussão sobre a inserção dessas no contexto educacional. De cunho essencialmente bibliográfico, com ampla revisão de literatura sobre a temática, o presente artigo tem como objetivo apresentar uma análise das características das redes sociais virtuais, em especial, do Facebook, assim como seu potencial para utilização no contexto educacional e na promoção de uma aprendizagem significativa e colaborativa. A investigação foi realizada a partir de consulta ao Google acadêmico, utilizando as palavras-chave “Facebook” e “educação”, tendo como critério de busca o uso de conteúdo de acesso aberto mais atual, publicado entre 2010 e 2015, no Brasil e em Portugal. Conclui-se da análise dos trabalhos científicos sobre o tema, que a rede social Facebook é um recurso interessante na promoção da interação, da participação, da colaboração, do pensamento crítico e reflexivo, devendo ser incorporado no processo de ensino-aprendizagem. Cabe à escola e aos professores descobrir maneiras de canalizá-lo para a aprendizagem.

Palavras-chave: Facebook, Rede social virtual, Educação.

275 – Tecnologia móvel no contexto escolar: um estudo sobre a posição dos professores de Cabo Verde relativamente à utilização educativa de telemóveis [Agostinho Semedo, Neuza Pedro]

Resumo: Atualmente, dispositivos móveis tais como smartphones, tablets e notebooks têm vindo a ser cada vez mais aceites como recursos de ensino e aprendizagem em vários países. Procurando explorar as potencialidades educativas destes recursos tecnológicos, este trabalho procura perceber, juntos de 59 professores de uma escola do ensino secundário de Cabo Verde, como os docentes se posicionam face à utilização de telemóveis como recurso de suporte a atividades de ensino e aprendizagem, bem como até que ponto estes se revelam disponíveis para efetivamente tirar partido destes dispositivos no contexto de sala de aula. A análise dos dados obtidos permitiu concluir que os professores têm uma atitude bastante positiva acerca da utilização educativa dos dispositivos móveis, em particular, dos telemóveis, aceitando-os já como uma mais-valia pedagógica. Apontam a estes equipamentos várias potencialidades, ao mesmo tempo que se revelam capazes de sinalizar riscos associados à sua utilização em sala de aula.

Palavras-Chave: Mobile-learning, dispositivos móveis, conceções dos professores

Tema D: Competências e desenvolvimento profissional

Sala 7 (artigos longos):

158 – Autorregulación del aprendizaje en estudiantes universitarios. ¿cuál es el papel de las tecnologías? [Carlos Marcelo, Carmen Yot]

Resumo: El análisis del proceso por el que los estudiantes, universitarios o no, toman el control y facilitan su propio aprendizaje ha sido recurrente problema de investigación educativa. Recientemente, se está planteando como interrogante cómo el desarrollo de las estrategias que tienen lugar durante el citado proceso pueden verse facilitadas por el uso de tecnologías. Con el objetivo de conocer si realmente los universitarios utilizan las tecnologías digitales para planificar, organizar y facilitar su propio aprendizaje, las tres preguntas de estudio que nos hemos formulado han sido: ¿qué tecnologías son utilizadas por los estudiantes universitarios para autorregular su aprendizaje?, ¿qué estrategias de aprendizaje autorregulado desarrollan con tecnologías?, ¿qué perfiles podemos diferenciar en el alumnado de acuerdo al uso que hacen de estrategias de autorregulación con tecnologías? Para dar respuestas a ellas, se ha diseñado el “Inventario de Tecnología para el Aprendizaje en la Universidad”. A través de él se ha recogido información de una muestra conformada por 711 estudiantes de las diferentes universidades de Andalucía. Los resultados obtenidos nos indican que los alumnos universitarios, aún cuando puedan ser usuarios asiduos de tecnologías digitales, no tienen predisposición a utilizarlas para regular su propio proceso de aprendizaje. De la totalidad de tecnologías analizadas, son las herramientas para buscar información en Internet y las herramientas de comunicación instantánea las de manejo constante. Por su parte, las estrategias de aprendizaje autorregulado más generalizadas son aquellas relativas al apoyo social. No obstante, la muestra no tiene un comportamiento homogéneo. Así, se han identificado dos grupos de estudiantes antagónicos que se pueden caracterizar en lo que respecta al nivel de autorregulación de su aprendizaje con tecnologías.

Palavras-chave: educación superior, aprendizaje autorregulado, tecnología, nativo digital

36 – La formación de profesores y la utilización de las tic: retos y preocupaciones en las prácticas pedagógicas universitarias [David Laura]

Resumo: En este artículo, se presenta el diseño y los hallazgos de una investigación que ha buscado identificar los niveles de integración de TIC en las prácticas pedagógicas universitarias. Para lograr el objetivo del estudio, se estipuló la aplicación de un cuestionario de datos personales y un Test de Apropiación Tecnológica como principales instrumentos de recolección de datos. Ambos fueron aplicados a 40 docentes de la Facultad de Educación, de la Universidad Nacional de San Agustín. Los resultados indican que, el 35%, es decir, 14 de profesores se encuentra en el nivel de acceso, vale decir poseen poca o ninguna experiencia en el uso de computadoras, comienzan a emplear los recursos tecnológicos, pero simplemente reproducen las actividades educativas y de aprendizaje tradicionales; vale decir, no saben usar los recursos TIC, ni mucho menos para que usarlos. Mientras tanto, sólo el 7,5%, es decir, 3 docentes se encuentran en el nivel de invención, este último porcentaje de docentes experimentan nuevos patrones de enseñanza y, nuevas formas de interactuar con sus estudiantes. A la luz de los resultados, creemos de perentoria necesidad la revisión de las políticas de la formación de profesores, debido al carácter tradicional y academicista de las mismas. Estas no contemplan las dimensiones de integración de TIC, ni mucho menos la inclusión de la investigación como principio pedagógico, en el tratamiento de los problemas de la misma Universidad.

Palavras-chave: educación superior, usos de TIC, integración de TIC, formación de profesores.

77 – Como os professores compartilham mídias digitais em sala de aula [Heloisa Helena Oliveira de Magalhães Couto]

Resumo: Os discursos em torno das tecnologias de informação e comunicação ganharam visibilidade no Brasil a partir de 1995, sobretudo após o lançamento (comercial) da Internet e da implementação de Políticas concernentes à sua incorporação ao espaço educacional. De forma geral, nos discursos oficiais, a tecnologia é a grande aliada na reconfiguração da prática e recai sobre o professor a responsabilidade por promover essa transformação, demandando para isso uma requalificação que lhe permita ocupar o papel de mediador entre as tecnologias e os alunos. Nesse artigo, buscamos discutir a apropriação pedagógica das tecnologias, a partir das práticas compartilhadas por professores egressos do Programa de Formação Continuada Mídias na Educação para compreendermos, na perspectiva dos professores, e nas relações entre seus discursos e o oficial, que fatores são determinantes para que as utilizem em sala de aula e que aspectos de sua Formação foram significativos para essa utilização. Fundado na concepção da coautoria como estratégia de aprendizagem e associado a uma visão sócio interacionista sem, contudo, deixar de estar atrelado a enfoques instrumentais, o Programa apresenta como uma de suas características a integração das diferentes mídias ao processo de ensino e de aprendizagem. Os resultados mostram uma dissociação entre os novos sentidos que os professores imprimem para as tecnologias em seus discursos e a omissão, ou a utilização eventual em suas práticas cotidianas. Nesse contexto, há visível apropriação e hibridização entre os discursos oficial e dos professores, sem demonstrar, no entanto, passividade ou falta de criticidade por parte deles.

Palavras-chave: Tecnologias de informação e comunicação, Mídias, Formação Continuada.

160 – Leitura e produção de fotografias com professores [Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa, Daniela Punaro Baratta de Faria]

Resumo: A inserção da tecnologia digital no ambiente escolar exige pensar uma prática recontextualizada o que demanda que o desenvolvimento de um processo reflexivo anteceda ao uso de formas de utilização de procedimentos e objetos. É necessário conjugar possibilidades, riscos e desafios do uso da tecnologia nas escolas, permeando conteúdos e estratégias de ensino. Tomando-se o pressuposto que a tecnologia faz parte da contemporaneidade e que precisa ser incorporada às práticas escolares, o professor não pode ser um mero executor do  “pré-estabelecido”. Ao contrário, ele precisa ser aquele que a partir de sua própria proposta, em consonância com seus objetivos e práticas, dará sentido ao uso da tecnologia. Partindo deste pressuposto considera-se a incorporação da tecnologia digital um caminho fecundo, desde que a prática seja  permeada pela reflexão e busca de conhecimentos específicos necessários ao uso da mesma. O artigo apresenta o desenvolvimento de uma oficina de fotografia oferecida a professores de um curso de especialização realizado da Região do Grande Rio. A oficina foi desenhada de modo contextualizado visando a reflexão sobre as possibilidades e o alcance do uso da fotografia por docentes.

Palavras-chave: estratégias de ensino, formação de professores, fotografia, tecnologias em educação e práticas pedagógicas.

198 – Ensinar na era digital: da formação interpares à ação resultados de um estudo exploratório [Elvira Rodrigues, Joaquim Escola]

Resumo: Um Ambiente Virtual de Aprendizagem em contexto educativo desenvolvido no âmbito de uma formação multidisciplinar interpares foi o mote para este estudo exploratório, conscientes da complexidade, procura constante, problematização e capacidade de mudança coletiva enquanto desafios ao ensino e à aprendizagem na sociedade atual. Neste artigo, apresentamos os resultados deste estudo, desenvolvido no âmbito de uma formação multidisciplinar interpares, formação acreditada em formato b learning, na modalidade de oficina e que envolveu 29 formandos de uma escola pública do Grande Porto. Inclui um enquadramento teórico à metodologia adotada no desenvolvimento de um ambiente virtual de aprendizagem, mediado por uma plataforma digital, e a apresentação e discussão dos resultados obtidos a partir dos inquéritos realizados, diagnose e de satisfação, no final, conjugados com os dados emergentes da observação direta e participante. O que fazem os professores diante das “janelas virtuais” nas suas salas de aula? Utilizam o computador no ato de ensino ou ao largo do ato de ensinar? O que fazem para superar o desafio da transformação de informação em conhecimento? Qual o papel da formação e da partilha de boas práticas no contexto da sala de aula? Estas são algumas das questões que estão na génese deste estudo exploratório e do trabalho desenvolvido em contexto. Os professores têm a perceção de que as conceções de espaço, tempo e distância se diluíram nesta sociedade em rede, de que a escola é parte integrante, e que existem significativos anacronismos entre a rapidez de assimilação das novas tecnologias pela sociedade em geral, pelos nativos digitais, de uma forma muito particular, e a sua utilização no contexto do ensino/aprendizagem. Os docentes envolvidos foram unânimes em relevar a importância da formação em interação com a sala de aula, enquanto contributo para a utilização pedagógica das TIC assente numa ótica reflexiva, informada, responsável e criativa.

Palavras Chave: AVA, digital, formação, partilha, ação.

Tema E: E-learning e aplicações educativas emergentes

Sala 8 (artigos longos):

83 – A robótica no contexto da educação orientada a inovação [Maria Inês Castilho, Karen Borges, Léa Fagundes]

Resumo: A capacidade de inovação está diretamente relacionada com o desenvolvimento de um país. Entretanto, para que a inovação ocorra é necessário que os sujeitos estejam preparados para identificar oportunidades, resolver problemas e desenvolver soluções criativas. Assim, faz-se necessário que a educação se ajuste à esta nova realidade, privilegiando a utilização de recursos pedagógicos que promovam uma educação orientada à inovação. Nossa tese é a de que a robótica educacional é uma ferramenta importante para o desenvolvimento de sujeitos inovadores. Nesse contexto, o presente trabalho apresenta como a robótica educacional é capaz de aplicar os princípios da educação orientada à inovação, e como esta relação robótica e inovação é compreendida por aqueles que orientam o desenvolvimento de projetos educacionais usando esta tecnologia. Para tanto foi criado um questionário que, após ser enviado e respondido através da ferramenta de formulários do Google, por um grupo de doze (12) profissionais da educação que atuam como professor, instrutor ou monitor de robótica em escolas, forneceu-nos dados que ajudam a comprovar a hipótese estabelecida. Os resultados obtidos são encorajadores e podem servir de argumento em prol da implantação de novos projetos de robótica educacional.

Palavras-chave: robótica educacional, inovação, professor

224 – Como significar a aprendizagem do estudante da Educação Básica? – Possibilidades de utilização de recursos para este século XXI [Luana Wunsch, Dinamara Machado]

Resumo: A presente comunicação, de abordagem metodológica mista, faz parte integrante de um estudo, em andamento, no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação – Mestrado Profissional: Educação e Novas Tecnologias, intitulado “Educação Básica e as TIC: perspectivas reais de utilização contextualizada”. Tem como objetivo analisar como está sendo a aplicação prática de recursos tecnólogicos e como podem apoiar a otimização da aprendizagem do estudante deste século XXI. O design da investigação se deu em três partes: (i) revisão bibliográfica, (ii) abordagem empírica e (iii) análise dos dados recolhidos. Na primeira, teve-se como alicerce o aprundamento na temática sobre o professor e sua prática, dando ênfase para a aprendizagem significativa dentro e fora da sala de aula. Na segunda, foi estruturado um questionário para conhecer as perspectivas de tais docentes perante a utilização de ferramentas que apareceram com frequencia como referências na revisão bibliográfica, tais como mapas conceituais e redes sociais. E, finalmente, na terceira etapa, durante a análise, percebeu-se que o estudo caminhou de maneira contínua e confrontada com situações que percebem uma prática docente menos reproducionista e mais ativa nos dias atuais. Deparando-se, assim, à teoria cognitivista e sua aprendizagem significativa, na qual os professores partipantes acreditam desenvolver atividades que podem favorecer um processo (re) construtivo, intencional e, sobretudo, colaborativo com a utilização de novos recursos em suas aulas. Sob tal cenário, a pesquisa pode ser um ponto de partida para a compreensão de como a tecnologia pode facilitar a aprendizagem colaborativa em prol da contextualizada na Educação Básica.

Palavras-chave: Aprendizagem significativa, Recursos Tecnológicos, Educação Básica.

196 – Mobile Learning e educação em línguas: proposta de taxonomia para características de aplicações educativas [Candida Pombo, Teresa Cardoso]

Resumo: A revolução digital, alinhada às transformações sociais ocorridas nas últimas décadas, consubstancia conceitos, tais como m-learning, u-learning, mobile gaming, mobile blogging, os quais entretecem na sociedade do conhecimento e da globalização. Numa era de permanente transformação tecnológica, a educação em línguas estrangeiras, sobretudo em Inglês, língua franca da globalização, realizada com recurso ao m-learning transformou-se numa riqueza incomensurável. Neste contexto, pesquisámos três eixos estruturantes subjacentes à nossa problemática: o conceito de “mobilidade”, a aprendizagem de Línguas com recurso à tecnologia móvel e pedagogia móvel e aplicações digitais que a viabilizam, tendo sempre em mente a abordagem comunicativa de ensino-aprendizagem de Línguas e respetivas competências. O resultado desta pesquisa está na génese de uma proposta de Taxonomia, contendo características das aplicações para atividades de aprendizagem realizadas com recurso ao m-learning. Por forma a validar esta proposta de taxonomia, realizamos um mapeamento nas atas do Encontro Jogos e Mobile Learning 2014, em todos os artigos (comunicações, posters e workshops), cujos títulos e/ou palavras-chave referem “m-learning”, “mobile-learning”, “dispositivos móveis”, “Apps”, “aplicações” (em qualquer idioma) com o objetivo de averiguar se os resultados obtidos nos estudos analisados estão em consonância com a taxonomia proposta. Dado o vastíssimo número de artigos e uma vez que a nossa investigação se centra no Ensino Superior, cingimos a pesquisa não só aplicando os filtros atrás mencionados, mas também os seguintes critérios: m-learning + Línguas/ Inglês; m-learning + Ensino Superior; m-learning + Leitura e Literacias, m-learning + Jogos no Ensino Superior. Este estudo exploratório e interpretativo (Cardoso et. al, 2010) permitiu validar a Taxonomia proposta, o qual poderá ter replicabilidade e funcionar como uma checklist no desenho de atividades de aprendizagem com recurso ao m-learning.

Palavras-chave: mobile learning, aplicações digitais, educação em línguas, taxonomia, estudo exploratório e interpretativo.

139 – O uso do Scratch como ferramenta pedagógica no ensino de programação para alunos da cidade de Jaguaribe [Francisco Ivan De Oliveira, Francisco Rumenig Freire Mauricio, Massaro Victor Pinheiro Alves]

Resumo: O presente trabalho tem o objetivo de avaliar o uso de jogos eletrônicos, criados a partir do utilitário Scratch, no processo de aprendizagem de lógica de programação e de conceitos pedagógicos para alunos da cidade de Jaguaribe, Ceará, Brasil; visando as diversas faixas etárias, a partir da elaboração e compreensão do potencial dos jogos eletrônicos no desenvolvimento do pensamento criativo, pautado na curiosidade a partir dos conceitos e práticas elaboradas na autonomia e no protagonismo. É realizada uma pesquisa aplicada, qualitativa e seguida de um estudo de caso com um determinado grupo de aproximadamente 20 alunos que foram parte ativa na realização de oficinas práticas ministradas no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará), Campus Jaguaribe, nos laboratórios de Informática da Instituição. A pesquisa tem fundamentação teórica baseada no diálogo entre a ação pragmatista e experimentalista de John Dewey, a lógica construtivista de Jean Piaget, a abordagem contratecnicista do construcionismo de Seymour Papert e a aplicação de jogos eletrônicos para o desenvolvimento de lógica de programação em ambientes eletrônicos. Ao final da pesquisa e estudo de caso, consegue-se, com a introdução dessa ferramenta no ambiente educacional, que os discentes possam especificar alguns jogos e ter um melhor desempenho quanto aos conhecimentos adquiridos e se familiarizar com os objetos educacionais digitais por meio da utilização do Scratch. Além de ter aprendido os conceitos básicos e a utilização dessa ferramenta para criação de suas próprias aplicações para que estas sejam utilizadas em seu cotidiano, sobretudo, para absorção e/ou transmissão de informações que, até então, não eram bem captadas.

Palavras-chave: Jogos Eletrônicos, Scratch, lógica construtivista, lógica de programação.

50 – Portais Digitais em contexto educativo: Resultados de uma investigação na prática de ensino supervisionada no 1º Ciclo do Ensino Básico [Maria Macedo, Henrique Gil]

Resumo: As TIC podem ser consideradas como impulsionadoras de novas estratégias no que concerne ao processo de ensino/aprendizagem. A utilização de um Portal Educativo surge como uma estratégia facilitadora da aprendizagem. O Portal Educativo, entendido como um recurso digital concebido para ser utilizado em contexto educativo, apresenta um conjunto de caraterísticas que têm como principal objetivo, promover e facilitar a aquisição e compreensão de novos conhecimentos. Através da integração de diferentes formas de representação de vários conteúdos, pela introdução de ajudas visuais e sonoras, vêm criar a possibilidade dos alunos poderem vir a ter índices mais elevados de motivação e interesse na realização de atividades. A investigação pretendeu verificar se a utilização do Portal Educativo «Escolovar» poderia contribuir na melhoria do processo de ensino/aprendizagem no 1º CEB, ao nível da matemática, numa turma de 4º ano com 18 alunos, em contexto da Prática de Ensino Supervisionado. A investigação foi de caráter qualitativo, tendo sido realizadas observações participantes, notas de campo e aplicação de questionários aos alunos. Foram também realizadas entrevistas semiestruturadas aos professores do 1º CEB do Agrupamento com a finalidade de se realizar uma triangulação de dados a fim de se procurarem comparar as opiniões entre os alunos e os professores. Com a análise dos dados, foi possível verificar que os alunos já possuíam algumas competências digitais que lhes permitiram utilizar o computador e que a utilização do Portal Educativo é um importante recurso didático no processo de ensino/ aprendizagem, dado que os resultados vieram comprovar um maior envolvimento dos alunos nas atividades propostas e uma maior facilidade na aquisição de conhecimentos, em particular, na medição de ângulos. Por outro lado, a presença de um contexto multimédia associado a um contexto lúdico, foram determinantes para que os objetivos de aprendizagem fossem mais facilmente atingidos.

Palavras-chave: Tecnologias de Informação e Comunicação, Portal Educativo, Escolovar, 1º CEB, Prática de Ensino Supervisionada.

Sala 9 (artigos curtos):

142 – Inserção das tecnologias no ensino das escolas da rede pública: avanços e desafios [Rozane da Silveira Alves, Thais Philipsen Grutzmann, Lourdes Helena Rodrigues dos Santos, Marley Maria Tedesco Radin, Silvia Prietsch Wendt Pinto]

Resumo: Este trabalho relata o uso de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) pelos professores da Rede Pública de Educação Básica no sul do Brasil, buscando conhecer as dificuldades e avanços decorrentes da inserção das tecnologias nas práticas dos docentes. Para incentivar o uso de tais tecnologias nas escolas e analisar a forma como os docentes se relacionam com as tecnologias foi criado um ambiente virtual onde vídeos de práticas dos professores que utilizam as tecnologias são disponibilizados para que possam ser visualizados pelos participantes. Além dos vídeos o ambiente disponibiliza um Fórum de discussão em que os professores indicam suas dúvidas no uso das tecnologias. Para atender a estas solicitações são disponibilizados no ambiente textos e tutoriais de orientação, além de cursos de formação para utilização das tecnologias. Inicialmente foram selecionadas algumas escolas localizadas em municípios próximos à UFPel e buscou-se trabalhar com os docentes destas escolas, porém logo constatou-se que esta forma de comunicação não estava motivando os professores a participar do processo. Optou-se então por divulgar o projeto junto às secretarias municipal e estadual de Educação oferecendo um curso de criação/edição de vídeos, diretamente aos professores sem a intermediação da direção das escolas. Conseguiu-se desta forma atrair um grupo de 60 professores interessados em trabalhar com as tecnologias. Além desses docentes, também foram convidados ex-alunos do curso de Especialização em Mídias na Educação, oferecido na modalidade a distância, e que são professores da Educação Básica da rede pública. Atualmente o projeto possui cerca de 90 vídeos disponibilizados pelos participantes com conteúdos das diversas áreas de estudo e cerca de mais 120 vídeos estão aguardando adesão dos autores ao projeto para serem incorporados ao repositório. Os professores cadastrados são oriundos de cerca de 43 municípios e têm demonstrado bastante interesse em participar desta rede de formação.

Palavras-chave: Vídeos, prática de ensino com tecnologias, educação básica.

249 – O Papel da articulação interdisciplinar na regulação do esforço de aprendizagem em ambientes online [Nuno Queirós Rodrigues, José Alberto Lencastre]

Resumo: Todas as atividades online compreendem um determinado esforço de aprendizagem dos estudantes e uma dada calendarização. Por outro lado, em ambientes online os estudantes experienciam múltiplos percursos de aprendizagem, nem sempre lineares, que devem incluir a leitura crítica, a avaliação, e a validação da credibilidade de todas as fontes consultadas. Estas tarefas exigem dos estudantes novas competências, atitudes e literacias, e de tempo para refletir. Neste contexto, se a proposta de tarefas online for realizada de uma forma isolada, concorrente, e não articulada por todos os docentes da turma, a quase certa simultaneidade de atividades poderá exigir dos estudantes mais tempo do que estes conseguem efetivamente investir num determinado momento, comprometendo a profundidade das suas participações e a consolidação das suas aprendizagens. Procuramos contribuir para a compreensão de que os estudantes constituem um recurso partilhado por todos os docentes da turma, e de que neste contexto os docentes poderão promover e facilitar a regulação das suas aprendizagens se conhecerem previamente a calendarização de todas as tarefas online propostas pelos seus pares. Apoiados numa metodologia de desenvolvimento com recurso a uma revisão sistemática da literatura e a sessões de focus group com docentes e estudantes do ensino superior, ambicionamos no final deste estudo propor uma solução capaz de proporcionar aos docentes da turma uma visão de conjunto e em tempo real da calendarização de todas as tarefas online propostas no âmbito das suas unidades curriculares. Este artigo apresenta o projeto de investigação em curso, sendo os seus resultados e conclusões finais publicados em momento posterior.

Palavras-chave: Educação online, articulação interdisciplinar, tempo, reflexão, consolidação da aprendizagem, ensino superior.

109 – A Formação a Distância de cuidadores na promoção do envelhecimento ativo e saudável [Joana Neto, Sílvia Nolan, Anabela Mota-Pinto, João Malva, Manuel Veríssimo]

Resumo: O Envelhecimento Ativo e Saudável foi assumido pela Comissão Europeia como uma área estratégica de intervenção para responder ao desafio relacionado com a alteração do perfil demográfico da população Europeia e o seu Envelhecimento. O envelhecimento constitui um enorme desafio à sustentabilidade da Sociedade; se as projeções se confirmarem, Portugal estará no topo da lista com maior crescimento do número (em percentagem do total da população) de cidadãos muito idosos (+85 anos), que dependerão de cuidados prestados por cidadãos também idosos. As pessoas idosas, fruto do processo de perda de capacidades e de autonomia, associado ao envelhecimento e às doenças crónicas que com frequência estão presentes, necessitam habitualmente de ser ajudadas por outros, familiares ou não, designados cuidadores. Este papel é deveras importante sendo um suporte imprescindível para milhares de idosos. Contudo, cuidar de idosos é uma tarefa que nem sempre é fácil, especialmente para quem não tem formação, verificando-se por isso a existência de lacunas nos cuidados prestados e por vezes sobrecarga física e psicológica do próprio cuidador. Como tal, torna-se necessário que os cuidadores, particularmente os cuidadores informais, tenham formação sobre o modo como lidar com idosos e com as suas doenças, de forma a que se consiga qualidade de vida e que o envelhecimento seja sempre que possível ativo e saudável. A formação de cuidadores na modalidade de ensino a distância surge neste contexto como uma resposta fundamental, direta e objetiva formando cuidadores, particularmente os cuidadores informais. Este domínio, permite ultrapassar os constrangimentos que o espaço e o tempo muitas vezes colocam na constituição de uma formação integrada, multidisciplinar e especializada. Neste trabalho descreve-se a experiência pedagógica na formação de cuidadores de idosos na modalidade de ensino a distância, procurando-se integrá-la como uma boa prática promotora do Envelhecimento Ativo e Saudável.

Palavras-chave: Envelhecimento, cuidadores, ensino a distância, boas práticas.